Você já ouviu falar no Julho Laranja? Trata-se de uma campanha nacional de conscientização sobre a importância da ortodontia preventiva na infância, e é promovida por entidades como o Conselho Federal de Odontologia (CFO) e os Conselhos Regionais de Odontologia (CROs). O objetivo é alertar pais e responsáveis sobre a importância de avaliar o desenvolvimento bucal das crianças desde cedo, com foco em diagnóstico precoce e prevenção de problemas futuros.
O que é ortodontia preventiva?
A ortodontia preventiva identifica e trata, precocemente, alterações no crescimento ósseo, nos dentes e nos hábitos bucais das crianças, como por exemplo:
- Respiração bucal
- Deglutição atípica
- Mordida cruzada
- Má posição dos dentes
- Uso prolongado de chupeta ou mamadeira
Com intervenções simples e acompanhamentos periódicos do dentista, é possível evitar problemas graves no futuro, que exigiriam tratamentos mais complexos e longos.
Julho foi escolhido por ser o mês das férias escolares, momento ideal para agendar a primeira avaliação ortodôntica, recomendada a partir dos 6 anos de idade, período em que ocorre a transição entre os dentes de leite e permanentes.
Dicas da especialista
A prevenção é sempre o melhor caminho. “Com a ortodontia preventiva, conseguimos guiar o crescimento da face, corrigir hábitos e evitar extrações e cirurgias no futuro”, explica Dra. Simone Prada, cirurgiã-dentista, mestre em Ortodontia e especialista em dor orofacial.
A especialista lista dicas importantes para os pais:
- Observe se a criança respira bem pelo nariz e dorme com a boca fechada;
- Fique atento (a) a hábitos como roer unhas, morder objetos ou chupar dedo;
- Incentive a criança a ter uma boa higiene bucal e alimentação equilibrada;
- Evite deixar problemas ortodônticos para a adolescência.
De acordo com a Associação Brasileira de Ortodontia, cerca de 60% das crianças brasileiras entre 7 e 14 anos utilizam algum tipo de aparelho. É preciso prestar atenção, pois esses dispositivos são eficazes na correção da posição dentária, no entanto eles também dificultam a higienização, criando um ambiente propício para acúmulo de placa bacteriana, cáries e gengivites.
“O uso de aparelho exige cuidados especiais, pois áreas que costumavam ser limpas com facilidade ficam inacessíveis. Se a higiene não for reforçada, podemos ver manchas brancas permanentes nos dentes, inflamações gengivais e até mesmo cáries. Por isso é essencial utilizar escovas ortodônticas (de cabeça pequena e cerdas macias) para alcançar os espaços mais difíceis para quem usa aparelho”, alerta a dentista.
A Dra. Simone Prada é autora do livro “Terapias Não Medicamentosas para DTM (Disfunção Temporomandibular)”. A obra, para pacientes e profissionais de saúde está à venda na Amazon.
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